Cultura Moda

SLOW FASHION

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  • agosto 18, 2017

Slow Fashion – a nova era da moda

 

De onde veio o termo slow fashion? Há alguns anos atrás vimos o movimento das lojas chamadas Fast Fashion tomando conta de NY. Os atentados de 11 de setembro e principalmente a crise de 2008, aliados ao incentivo do governo ao consumo ditaram isso. Agora ainda se vê a 5a avenida que era famosa por seu mercado de luxo, tornando-se um grande mix de flagships de lojas como a Zara, Joe Fresh, Urban Oufitters, Uniqlo, e brevemente a Topshop e  uma nova H&M. Bem diferentes entre si, essas lojas atendiam ou atendem o que as pessoas queriam, uma moda bacana a baixo preço. Aqui está um artigo interessante sobre essa mudança da 5a ave, que ainda mantém lojas de luxo principalmente na altura da 57th St. Os Trump agradecem :). Na verdade o luxo nunca deixou e nunca deixará de exigir na moda, pois ele que cria desejo, sonho, e alimenta as próprias Fast Fashion que copiam as grandes marcas.

 

Mas o que estamos observando hoje na Europa principalmente e Estados Unidos também, por incrível que pareça, é o “SLOW FASHION”, ou consumo consciente crescendo mais e mais, alguns até comparam a queda dos fast food nos USA. E já se tem algumas lojas se aproveitando desse nicho muito bem. A ideia é comprar uma roupa que a pessoa se identifique com ela, que vá usar muito tempo, que saiba onde ela foi feita e em que condições, e toda a história por trás dela. Exigir melhor qualidade e portanto comprar menos quantidade. Nós estamos acompanhando várias marcas que mesmo querendo e precisando vender, elas estimulam o cliente a pensar antes de comprar. Abaixo colocamos videos de dois exemplos de marcas, a Everlane e a Cuyana (somente online por enquanto). Dá uma olhada porque são bem interessantes.

 

 

 

No caso da Everlane, a designer fala da criação de uma bolsa. Gostamos do que ela fala no final: “I don’t like things to define me, that is why I like to design things that serves me, and I don’t serve the object”. Exatamente o oposto do que dizem sobre bolsa de mulher: que ela reflete quem a mulher é. E como é importante designer (e toda a empresa) estar em linha com o conceito da marca.

O Brasil ainda vive o movimento de deslumbramento com o consumo, uma vez que a classe media hoje adquiriu maior poder de compra, e há uma enorme demanda reprimida (o que gerou filas gigantes no lançamento da Forever 21 no Brasil, veja entrevista aqui). Mas o futuro deve seguir o mesmo caminho dos USA e Europa, onde o diferencial e estimulo para compra está mais ligado a marca fazer ações sociais, colaborar com meio ambiente e conhecer bem seus fornecedores, por exemplo, do que somente o preço.

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